Autor: Beto Cavallari

  • Fight & Smart suspende aulas em Marília e Sorocaba

    Fight & Smart suspende aulas em Marília e Sorocaba

    Aulas do Programa Fight & Smart estão suspensas a partir de hoje, segunda-feira 16 de março, para a prevenção ao coronavírus (COVID-19).

    Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31 de dezembro de 2019 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19).

    Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

    A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

    O que você precisa saber e fazer: como prevenir o contágio

    Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel.

    Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir.

    Evite aglomerações se estiver doente.

    Mantenha os ambientes bem ventilados.

    Não compartilhe objetos pessoais.

    Comunicado de prevenção ao coronavírus (COVID-19)

    Além da publicação no Blog do Programa Fight & Smart, estamos alertando pais, responsáveis e alunos sobre a suspensão das aulas através das nossas redes sociais.

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    Fonte: Ministério da Saúde.

  • Falta de material esportivo para atividades físicas nas escolas dificulta o trabalho

    Falta de material esportivo para atividades físicas nas escolas dificulta o trabalho

    O empobrecimento das atividades físicas nas escolas do Ensino Fundamental foi constatado em pesquisa feita com 7.500 educadores físicos brasileiros

    A principal causa para a falta de qualidade na oferta de atividades físicas nas escolas é a precariedade de materiais e infraestrutura esportiva. Essa constatação está baseada nas respostas de 7.500 professores de educação física e diretores de 1.500 escolas brasileiras.

    Eles responderam à pesquisa intitulada “Escola, Movimento e Esporte: Cenário de Desenvolvimento Humano Integral” feita pelo Instituto Península em parceria com a consultoria Plano CDE.

    Para superar as dificuldades, a pesquisa apontou que 32% dos professores levam materiais esportivos de casa, comprados com o próprio dinheiro. Já 29% dos professores desenvolvem materiais a partir de trabalhos de reciclagem com os alunos.

    Com efeito, esse cenário de empobrecimento e falta de investimento nas atividades de educação física nas escolas contraria a Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB). De acordo com a LDB,

    […] a educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação básica”. 

    Portanto, se é componente curricular obrigatório, deve ser tratada com o mesmo nível de seriedade e receber atenção nas formulações orçamentárias das Secretarias Municipais de Educação.

    Desenvolvimento pleno dos estudantes

    A diretora-executiva do Instituto Península, Heloísa Morel, apontou bem o principal problema revelado pela pesquisa, a saber, a precariedade na execução do desenvolvimento pleno dos estudantes.

    Para Morel, está bem claro a relação entre as atividades esportivas nas escolas e a aprendizagem dos alunos.

    A educação física trabalha o desenvolvimento motor, que tem impacto no desenvolvimento cognitivo. Além do desenvolvimento das competências socioemocionais, porque os valores do esporte, como determinação, trabalho em equipe ajudem neste desenvolvimento. Perceber essa correlação pra gente foi muito importante,” disse Morel.



    É preciso expandir as atividades físicas nas escolas

    Nesse sentido, outro problema que a pesquisa jogou luz diz respeito as modalidades esportivas oferecidas nas escolas. A maior parte das escolas (65%) oferecem apenas futebol, vôlei e handebol.

    Essa centralização de modalidades deixa, por exemplo, a luta Jiu-jitsu, hoje prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), distante dos estudantes. Além do mais, Projeto de Lei do Senado prevê a inclusão do jiu-jitsu como atividade curricular nas escolas públicas brasileiras.

    Por outro lado, pesquisas realizadas onde o Jiu-jitsu está integrado a escola apontam a sua qualidade para trabalhar o desenvolvimento pleno dos estudantes, desde o impacto das atividades físicas nas atividades cognitivas até as competências socioemocionais e os combates a evasão escolar e ao Bullying.

    Fonte: Educação G1

  • Amparados na Lei, instrutores de lutas podem atuar nas escolas em suas atividades específicas

    Amparados na Lei, instrutores de lutas podem atuar nas escolas em suas atividades específicas

    Conselhos Regionais de Educação Física não possuem autoridade para fiscalizar atuação de instrutores de lutas nas escolas públicas, particulares e nas academias de luta

    A questão envolvendo a atuação profissional de instrutores de lutas dentro das escolas particulares, públicas e academias de luta já está devidamente pacificada. Em resumo, os profissionais que atuam como instrutores de lutas para crianças e adolescentes estão legalmente autorizados a exercer suas profissões. Isto é válido mesmo e principalmente para aqueles profissionais sem a graduação em Educação Física e o registro profissional junto aos CREFs (Conselhos Regionais de Educação Física).

    Houve um período de litígios no início dos anos 2000. Começou quando os CREFs passaram a fiscalizar e autuar diversos estabelecimentos e instrutores de artes marciais. Eles impuseram que parassem de exercer suas atividades nas escolas e academias.

    A polêmica surgiu por causa da Lei 9.696/98. Esta Lei criou e regulamentou a profissão de educador físico bem como o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) e os regionais ((CREFs). Entretanto, essa Lei afirmou, de maneira solta, aquelas que seriam as competências exclusivas dos profissionais de educação física. Por conseguinte, coube apenas ao CONFEF especificar mais claramente tais competências, através do Art. 1º da Resolução CONFEF 46/2002, que explicita o seguinte:

    Art. 1º – O Profissional de Educação Física é especialista em atividades físicas, nas suas diversas manifestações – ginásticas, exercícios físicos, desportos, jogos, lutas, capoeira, artes marciais, danças, atividades rítmicas, […] ioga, […]

    Ensino e aprendizagem a favor dos instrutores de lutas

    Consequentemente, discordando do cerceamento de atuação profissional baseado em Resolução de Conselho, houve uma reação por parte de diversas entidades e instrutores de lutas. Eles almejavam continuar com suas aulas e treinos, ainda que não obtivessem a graduação em Educação Física e o registro junto ao Conselho. Isso culminou nos diversos litígios contra os Conselhos Regionais e o CONFEF até 2007. Os instrutores alegaram que a regulamentação e o cerceamento de atividade profissional só poderia ser feito por meio de Lei, o que não foi o caso.

    Assim, a pacificação da questão ocorreu favoravelmente aos instrutores de lutas, através de importante decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Mais especificamente, trata-se do julgamento do Recurso Especial 1012692/RS (2007), que encerrou a questão ao decidir que:

    Quanto aos artigos 1º e 3º da Lei n. 9.696/1998, não se verificam as alegadas violações, porquanto não há neles comando normativo que obrigue a inscrição dos professores e mestres de danças, ioga e artes marciais (karatê, judô, tae-kwon-do, kickboxing, jiu-jitsu capoeira etc.) nos Conselhos de Educação Física, porquanto, à luz do que dispõe o art. 3º da Lei n. 9.696/1998, essas atividades não são caracterizadas como próprias dos profissionais de educação física.

    Com esse decisão, a atuação profissional de instrutores de lutas dentro das escolas particulares, públicas e academias passou a estar totalmente legalizada. Por outro lado, a partir desta decisão, a atuação do CREFs sobre esses profissionais passou a ficar limitada. Pois os Conselhos Regionais ficaram impedidos de fiscalizar os instrutores de lutas, sob o risco de cometer abuso de autoridade, conforme previsto no Art. 6º da Lei 4.898/65.

    Importância e fiscalização dos Conselhos

    Ainda que não tenham autoridade para fiscalizar os instrutores de luta, o CONFEF e os CREAs possuem um papel fundamental para a qualidade das atividades esportivas exercidas nas escolas. Eles são os defensores do estudo e da graduação para aqueles que desejam uma carreira no ensino dos esportes.

    A Graduação possibilita aos profissionais da área, conforme relatou o educador físico e professor de Jiu-jitsu Faixa-Preta, Mateus Machado, para a Revista Tatame:

    […] ter um olhar mais crítico sobre o objetivo das aulas, sobre progressão pedagógica, planejamento e fases do treino, limites do corpo e idade de desenvolvimento (fundamental para quem trabalha com crianças).

  • Araguaína sanciona lei autorizando o ensino de Jiu-jitsu nas escolas da Educação Básica

    Araguaína sanciona lei autorizando o ensino de Jiu-jitsu nas escolas da Educação Básica

    Lei municipal reconhece o caráter formativo e educativo do Jiu-jitsu Brasileiro como uma atividade que contribui com o desenvolvimento dos alunos das escolas públicas

    A Prefeitura de Araguaína é mais uma a sair na frente na promoção do Jiu-jitsu Brasileiro. O município autorizou a implementação das atividades de luta Jiu-jitsu Brasileiro nas escolas públicas da Educação Básica (1º-9º ano) em 2020.

    A conquista, antecipando o Projeto de Lei do Senado enviado a Câmara dos Deputados, aconteceu através do Projeto de Lei (PL) 3.121 de 2019. O PL foi proposto pelo vereador Divino Bethânia Junior e sancionado pelo prefeito Ronaldo Dimas (Podemos) em 3 de janeiro deste ano. Com isso, a nova Lei reconhece o caráter educacional e formativo do Jiu-jitsu Brasileiro como uma atividade que contribui com o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

    Assim, o próximo passo é integrar a Lei nos Projetos Políticos Pedagógicos (PPP) das escolas públicas. Essa fase envolve reuniões com o corpo gestor escolar e pais e responsáveis. Certamente isso acontecerá prevendo o início das atividades para o ano escolar de 2020. O esforço político visa o enriquecimento das atividades de Educação Física e do contraturno escolar (atividades complementares e Educação Integral).

    Araguaína no Tocantins e o Jiu-jitsu brasileiro

    Conhecida como a “Capital do Boi Gordo” e a “Capital Econômica do Tocantins”, o município de Araguaína é a segunda maior cidade do estado do Tocantins com cerca de 180 mil habitantes, atrás apenas da capital Palmas.

    Entretanto, a região, que inclui outro importante município, Imperatriz/MA, também tem se destacado pelo apreço e investimentos nas atividades de luta Jiu-jitsu Brasileiro. Podendo, por conseguinte, também ser chamada de “Capital do Jiu-jitsu”.

    Fonte: AF Notícias

  • Senado altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e inclui o Jiu-jitsu como atividade curricular

    Senado altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e inclui o Jiu-jitsu como atividade curricular

    Conquista do Jiu-jitsu como atividade curricular chegou com Projeto de Lei 4.478 de 2019, que contou com participação de notórias personalidades da prática do Jiu-jitsu no Brasil em debate durante Audiência pública no Senado

    O Senado Federal deu mais um passo decisivo para a regulamentação da prática do Jiu-jitsu nas escolas brasileiras. O Projeto de Lei (PL 4.478/2019) do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), que inclui a prática do Jiu-jítsu nos currículos do ensino fundamental, já está, desde ontem (05/02) em Ementa para alterar a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

    A Lei nº 9.394 estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e é uma das mais importantes legislações para a definição e organização do sistema educacional brasileiro, traduzindo os anseios da Constituição Federal de 1988 para a educação. É justamente esse texto que, com a Ementa desta quarta-feira, passa a incluir a prática do Jiu-jitsu como componente opcional nos currículos do ensino fundamental.

    Audiência pública no Senado

    Proposta no Senado em agosto de 2019, o PL 4.478 teve a devida atenção e oportunidade para o debate com a realização de uma Audiência pública no início de novembro do mesmo ano. Na ocasião, o Senado convidou notórias personalidades da prática do Jiu-jitsu, entre elas:

    • Álvaro Cláudio de Mello Barreto, Presidente do Conselho de Mestres da Confederação Brasileira de Jiu-jitsu Desportivo, faixa vermelha, nono grau
    • João Alberto Barreto, Presidente Emérito da Confederação Brasileira de Jiu-jitsu Desportivo, faixa vermelha, nono grau
    • José Henrique Leão Teixeira Filho, Diretor da Escola Leão Teixeira, Escola de Jiu-jítsu, faixa coral, sétimo grau
    • Fabio Gabriel Freitas, Professor líder da Escola Barreto de Jiu-jitsu, faixa preta, terceiro grau
    • Osvaldo Alves de Albuquerque, diretor de graus da IBJJF (Federação Internacional de Jiu-Jitsu), presidente da FJJAM (Federação de JiuJitsu do Amazonas) e Presidente do Instituto Mundial Osvaldo Alves de Brazilian Jiu-Jitsu, faixa vermelha, nono grau
    • Kyra Gracie, Professora Líder da Graice Kore jiu-jítsu – Defesa Pessoal, faixa preta, terceiro grau
    • Gustavo Mendonça Nunes de Oliveira, Médico Ortopedista, Presidente da Clínica do Treino, especialista em medicina esportiva.
    • Anne Evans Pereira da Silva – Professora da EJA e praticante de jiujitsu
    • Luana Fiquene – Faixa Preta de jiu-jitsu, tricampeã Mundial, hexacampeã brasileira, bicampeã panamericana, tetracampeã sul americana
    • Xande Ribeiro – Fundador da Ribeiro Jiu-jitsu e da Universidade do Jiu-jitsu, Faixa Preta, eneacampeão mundial.

    Após os debates, o PL 4.478 foi votado e aprovado em 17 de dezembro de 2019, pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte, por unanimidade. No Parecer da Comissão (SF) nº 120, os senadores apontaram que,

    Por meio do Jiu-jitsu, a criança pode aprender a dominar o próprio corpo, utilizando-o de modo eficaz e estruturado, além de desenvolver atitudes relacionadas à disciplina, ao autoconhecimento e ao respeito ao próximo (seja ele aliado ou oponente). Durante as aulas na modalidade, é possível também desenvolver competências ligadas ao trabalho em equipe, à consciência acerca do esforço necessário para atingir objetivos, bem como conhecer e praticar hábitos de vida saudáveis

    Agora a Ementa para alterar a Lei nº 9.394 pode seguir para a análise da Câmara dos Deputados.



    Veja a íntegra da Ementa que inclui o Jiu-jitsu como atividade curricular

    SENADO FEDERAL

    TEXTO FINAL REVISADO pela Coordenação de Redação Legislativa, nos termos do Regulamento Administrativo do Senado Federal

    PROJETO DE LEI Nº 4.478, DE 2019
    Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), para incluir a prática do jiu-jítsu como componente opcional nos currículos do ensino fundamental.

    O CONGRESSO NACIONAL decreta:

    Art. 1º O art. 26 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), passa a vigorar acrescido do seguinte § 3º-A:

    “Art. 26. ………………………………………………………….
    …………………………………………………………………….
    § 3º-A. O jiu-jítsu será componente curricular opcional para os alunos em todas as séries do ensino fundamental.
    ……………………………………………………………………..” (NR)

    Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir de 1º de janeiro do segundo ano subsequente a essa data.

  • Magé/RJ mostra que o Jiu-jitsu no currículo escolar ajuda alunos com autismo e obesidade

    Magé/RJ mostra que o Jiu-jitsu no currículo escolar ajuda alunos com autismo e obesidade

    Em princípio contrários, pais de alunos com autismo e obesidade vêm no Jiu-jitsu no currículo escolar uma ferramenta para a qualidade de vida dos filhos

    De forma inovadora e quebrando os estigmas vinculados ao Jiu-Jitsu, uma pequena escola ra região de Fragoso, na cidade de Magé/RJ, incluiu a modalidade na grade curricular. As aulas são ministradas para mais de 150 alunos, de 3 a 9 anos, do Centro Educacional Soares Coimbra. O responsável é o professor de Educação Física e faixa preta em Jiu-Jitsu, Luciano Moreira. A atividade já apresentou grandes resultados, como a melhora dos alunos na escola, em casa e na própria saúde.

    Pensada para ser uma classe inclusiva, Luciano ministra aulas para crianças com grau de autismo, em que trabalha a interação e as capacidades desses alunos diante dos desafios que parecem impossíveis de superar. Em alguns estudos observou-se que o contato físico é uma das principais formas de se obter uma comunicação com o autista.

    Neste âmbito e com base nos depoimentos dos familiares e professores do CESC, a modalidade se mostrou eficaz, porque promove forte contato físico que pode facilitar o diálogo corporal, além de otimizar o desenvolvimento psicomotor. Durante a luta, a criança é capaz de desenvolver a coordenação espaço-temporal, esquema corporal e ritmo (respiração), além de melhorar algumas valências físicas: agilidade, força, resistência.

    Para além do contato físico, a atividade também trabalha:

    • o respeito pelo adversário e pelos seus próprios limites,
    • conhecimento corporal e
    • autocontrole através de movimentos onde os oponentes iniciam a luta em pé e consequentemente terminam no solo.

    Além do trabalho inclusivo, as aulas de Jiu-Jitsu têm ajudado famílias inteiras no tratamento da obesidade e diabetes, uma vez que já foi comprovado cientificamente os benefícios do esporte para o controle da glicemia.



    Relato dos pais sobre o Jiu-jitsu no currículo escolar

    Lucilene Nolasco fazia parte do grupo de pais que encarava o Jiu-Jitsu com receio, pois via como algo violento. Ela explicou que nunca imaginou o filho praticando a modalidade, mas tudo mudou quando o pequeno Marlon Nolasco foi diagnosticado com diabetes aos três anos.

    Apesar de contrariada, a mãe seguiu a orientação da pediatra e o inscreveu em uma atividade esportiva no CESC, escola em que estuda.

    O fato da atividade ser ministrada por um professor de Educação Física e dentro do ambiente escolar motivou a minha escolha”.

    Hoje, com oito anos, ele é um dos alunos mais empenhados e que apresentou melhores resultados, além de já participar de campeonatos. O aumento na disciplina em casa, o bom humor e a redução no índice glicêmico mostraram a Luciana que ela fez a opção certa.

    Fonte: Conselho Regional de Educação Física – 1ª Região RJ/ES

  • Projeto social com Jiu-jitsu combate o uso de drogas nas escolas públicas de Brasília

    Projeto social com Jiu-jitsu combate o uso de drogas nas escolas públicas de Brasília

    Projeto “Jiu-jitsu contra as drogas” leva prevenção, orientação e conscientização aos estudantes para uma vida saudável e longe das drogas

    A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), do Governo do Distrito Federal, promove o projeto “Jiu-Jitsu contra as drogas”. Por certo, o projeto é um desdobramento do programa “Drogas: Prevenção e Ação”. Ele é voltado, a propósito, ao atendimento das crianças e adolescentes por meio da prática desportiva, em específico do Jiu-jitsu.

    Entre os objetivos do programa estão:

    • prevenção,
    • orientação e
    • conscientização para uma vida saudável, longe das drogas e de comportamentos de risco.

    Em uma das visitas de 2019, na escola da Ceilândia, cerca de 60 estudantes, de 10 a 13 anos de idade, do 5º ano do Ensino Fundamental, foram inseridas numa dinâmica de prevenção ao uso indevido de drogas e cuidados de proteção ao narcotráfico por meio da prática do Jiu-jítsu.



    Início do projeto social com Jiu-jitsu

    Anteriormente, o projeto foi lançado no segundo semestre de 2019 em função do aumento do número de crianças e adolescentes que estão se envolvendo com substâncias psicoativas, seja de forma lícita ou ilícita. Este é um fato observado principalmente no cotidiano das escolas, no ambiente familiar, nas redes sociais e em diversos espaços sociais. Com efeito, duas escolas da rede pública de ensino do DF já receberam o projeto social com Jiu-jitsu.

    Inegavelmente, para o secretário da Sejus, Gustavo Rocha,

    A prática de uma atividade desportiva pode se tornar uma ferramenta importante para o sistema educacional, pelo fato de possibilitar caminhos para a promoção de habilidades socioemocionais e de relações interpessoais positivas”.

    Por sua vez, o subsecretário de Enfrentamento às Drogas, Rodrigo Barbosa, afirma que essa interação com as crianças e os jovens, por meio de uma linguagem acessível a eles, torna o processo de conscientização mais significativo.

    Trata-se de uma ferramenta valiosa para a orientação quanto aos malefícios do uso indevido de drogas e os prejuízos para a vida em sociedade”.

    Fonte: Sejus Brasília

  • Professor Beto Nunes fala sobre a sua história com o ensino de Jiu-jitsu para crianças

    Professor Beto Nunes fala sobre a sua história com o ensino de Jiu-jitsu para crianças

    Nessa entrevista, o advogado e professor Faixa-preta 4º Grau, professor Beto Nunes, conta sobre a sua vida dedicada ao Jiu-jitsu Brasileiro (Brazilian Jiu-Jitsu – BJJ). Beto Nunes é formado com o mestre Ricardo De La Riva e já possui mais de 25 anos de experiência na aprendizagem e no ensino da Arte Suave do BJJ.

    Em sua jornada, o Faixa-preta co-autor do Programa Didático Fight & Smart de Jiu-jitsu Brasileiro na Escola lecionou aulas e seminários mundo afora, aprimorando os fundamentos e as técnicas dos seus alunos e defendendo os valores e comportamentos da arte suave. Entre essas, destaca-se as práticas corporais e salutares, controle e equilíbrio emocional, construção de caráter e espírito de cidadania, respeito, disciplina e auto-confiança.

    Entre os seus alunos estão os soldados do Exército dos Emirados Árabes e as crianças das Escolas Públicas Militares em Dubai e Abu Dhabi bem como oficiais norte-americanos do Army, Air Force, Navy, Rangers e SWAT Team.

    Beto Nunes também possui uma ampla experiência como árbitro internacional da IBJJF (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation) e da UAEJJF (United Arab Emirates Jiu-jitsu Federation), contribuindo com o progresso de crianças e adolescentes em competições por diversos países.

    Preparando-se para uma Pós-graduação dupla em “Atividade Física e Saúde: Treinamento e prescrição para grupos especiais” e em “Fisiologia do Exercício”, o professor Beto Nunes falou com a gente e contou um pouco mais sobre a sua história ensinando o Jiu-jitsu Brasileiro para crianças e como pretende compartilhar essa experiência com as crianças brasileiras.

    Fight & Smart: Qual foi o seu primeiro contato com o BJJ? Conte como foi, quando, onde etc?

    Beto Nunes: Começou com o UFC de 1994 (Ultimate Fight Championships), quando o brasileiro Royce Gracie, com o biotipo de jogador de vôlei, surpreendeu o mundo das lutas ao vencer o campeonato utilizando a arte marcial BJJ. Logo após o UFC o meu interesse em aprender o Jiu-jitsu Brasileiro foi muito grande.

    Por coincidência do destino, naquele mesmo ano, encontrei um grande amigo de infância que estava morando no Rio de Janeiro, porém veio de férias para Vera Cruz/SP, o judoca Alexandre Matsuzava. Alexandre me convidou para treinar essa nova arte marcial, que ele próprio ainda estava aprendendo. Ele explicou que o Jiu-jitsu Brasileiro era uma luta sem socos e pontapés. Ao invés disso, era baseada na Defesa Pessoal e no combate corporal, procurando sempre derrubar e imobilizar, ou finalizar, o seu oponente. Nossos treinos ocorreram na sala das aulas de danças da Academia Salutar, do professor de Karate Hélio Oshiiwa, com piso de madeira, duro que só (risos!).

    Dessa experiência surgiu a iniciativa de montar uma das primeiras academias de Jiu-jitsu Brasileiro do Oeste Paulista. Assim fizemos a Academia Behring Salutar, na pacata Vera Cruz, liderada pelo Grande Mestre Flávio Behring, destacado na arte suave por estar entre os 10 Faixas-Pretas formados pelo Grandíssimo Mestre Hélio Gracie. Viajávamos para São Paulo para aprender posições do Jiu-jitsu Brasileiro, para ensinar na Academia em Vera Cruz!

    Isso não teria sido possível sem a ajuda e empenho dos amigos da equipe, não apenas de Vera Cruz, como Marília e Garça, entre eles, cito os meus irmãos Ricardo e Fabiano (Nani) Nunes, os irmãos Juca e Zeca Pereira Leite, o inovador Uri Flato e o professor Rodrigo Poderoso entre outros, todos parte dessa história do Jiu-jitsu Brasileiro na nossa região.

    Fight & Smart: Quando você decidiu se dedicar inteiramente a prática e ao ensino de BJJ? Quais foram os motivos que o levaram a essa decisão?

    Beto Nunes: No início, em meados da década de 1990, eu cursava a faculdade de Direito e o meu foco era passar em um concurso público para Delegado Federal. Eu ainda não vislumbrava essa relação com a luta como uma carreira profissional. Entretanto, o Jiu-jitsu Brasileiro ja fazia parte do meu dia a dia, já estava “no sangue e na alma”. Eu adorava participar das aulas de Jiu-jitsu na Academia, era um aprendiz ao mesmo tempo em que já me arriscava no papel de instrutor. Como se fala no Tatame, eu ajudava a “puxar o treino”!

    No final da década de 1990, alguns membros da equipe resolveram participar com mais frequência de competições. Foi nessa ocasião que passei a fazer parte da melhor equipe de Jiu-jitsu Brasileiro da época, a Carlson Gracie, do lendário Mestre Carlson, o lutador e professor da segunda geração dos Gracie que revolucionou o Jiu-jitsu de luta. Então, recebemos os professores da equipe Carlson Gracie, os Faixas-Pretas Antônio (Malone) Gadelha e Marcos (Robô), para conduzirem as aulas da equipe em Vera Cruz. Na época, com a Faixa Marrom, eu me tornei formalmente um dos instrutores (auxiliares) da equipe.

    Diploma de Faixa-Preta 4º Grau, concedido pelo Mestre Ricardo De La Riva e certificado pela Academia certificada junto a IBJJF na Flórida.

    Entram os anos 2000… Formei-me em Direito, passei no exame da OAB, advoguei, tornei-me Faixa Preta de Jiu-jitsu Brasileiro com o Professor Faixa Preta 6° Grau, Luiz Carlos Manimal, um dos ícones da nossa arte e aluno do eterno Mestre Carlson Gracie.

    Até que no final de 2004 eu resolvi passar uma temporada nos EUA para repensar a vida e a minha profissão. Foi na América, como um acaso divino, que tive o chamado de tornar-me um professor profissional da arte suave do Jiu-jitsu Brasileiro.

    Fight & Smart: Conte sobre a sua experiência com o ensino de BJJ nos EUA, desde o trabalho nas academias, o treinamento de oficiais de segurança, como Navy, Swat etc., até o ponto de ter a sua própria academia de BJJ na Flórida. 

    Beto Nunes: Em Orlando, na Flórida, fui morar com outro atleta Faixa-preta, que tinha acabado de chegar no Brasil e se tornaria um dos meus grandes amigos, o Edgard Dutra, de Brasília. Ele havia se formado com o Grande Campeão Cássio Werneck, Morávamos em uma Townhouse, onde os quartos ficavam na parte de cima e, em baixo, ficava a cozinha com uma garagem bem grande na frente. Decidimos usar a garagem para treinar Jiu-jitsu. Começamos com treinos às segundas, quartas e sextas-feiras, chamando os nossos amigos do meio da luta e novos amigos que iniciaram seus primeiros passos na nossa garagem.

    Em uma viagem de final de semana para a praia, passamos em frente a uma academia de Karatê, na cidade de Melbourne, Flórida, e decidimos entrar para perguntar se havia interesse em oferecer aulas de BJJ. No mesmo dia saímos de lá com um lugar para darmos aula. Em menos de 3 meses já tínhamos mais de 50 alunos no Tatame. Não demorou muito para consolidarmos nossos nomes na região, entrarmos com a papelada para mudar os nossos Vistos, e passar a treinar as equipes da Palm Bay Police Department e da Melbourne Police Department. Também passamos a frequentar a Aeronáutica Americana (Air Force – Special Operation Command and 308th Rescue Squadron) que ficava na cidade de Melbourne. Posteriormente, combinei com o Edgard, e ele ficou tempo integral em Melbourne, onde está até hoje com as aulas de Jiu-jitsu Brasileiro.

    Eu fui convidado para dar aula em uma Academia na cidade de Lakeland, com, na época, o Faixa-Marrom Daniel Viveiro e o Faixa-Roxa Rafael Santos, hoje Faixa-Preta e proprietário da Carlson Gracie Team Lakeland. Em Lakeland que decidi extrapolar as atividades como professor de Jiu-jitsu Brasileiro, primeiro participando de lutas de MMA (Mixed Martial Arts), conquistando vitórias e títulos, e posteriormente abrindo a minha própria academia, a De La Riva Lakeland.

    Essa decisão foi um divisor de águas na minha trajetória com o ensino de Jiu-jitsu, pois consegui um contrato para treinar a SWAT e os estudantes das escolas públicas de Ensino Médio da cidade. Essa experiência despertou em mim um sentimento profundo de ensinar a arte suave do Jiu-jitsu Brasileiro para crianças e adolescentes, fazendo de mim um professor ainda mais atencioso, organizado e determinado, passando a pensar com mais afinco em metodologia de ensino, plano de aulas e avaliação.

    Com a boa reputação, com base em uma ética de trabalho, fui convidado para atuar como árbitro nos campeonatos de Jiu-jitsu na Florida e, posteriormente, em dezenas de outros estados americanos (36 Estados ao todo), incluindo o Hawaii. Fui árbitro em vários Campeonatos da IBJJF (International Brazilian Jiu Jitsu Federation), NAGA (North American Grappling Association), Grapplers Quest, De La Riva Cup, Copa America, NewBreed, entre outros, totalizando 8 anos arbitrando. A minha especialidade era arbitrar lutas de crianças. Nessa fase, ganhei amigos-irmãos no meio do Jiu-jitsu, como o professor Rinaldo Santos, Faixa-Preta 5º Grau do saudoso Mestre Carlson Gracie. Por quase 4 anos nós rodamos a America, levando os valores e a cultura do Jiu-jitsu Brasileiro. Fui o representando do Estado da Flórida na Federação Amadora de MMA (Fighters Source), atuando com com Renzo Gracie, representando Nova Iorque, Romero “Jacaré” Cavalvanti, representando a Georgia e Dan “The Best” Severn.

    Com a boa fase, decidi me mudar para Gainnesville, a cidade na Flórida onde o Gatorade foi inventado (risos). Com esforço e dedicação, e um respeito enorme pelo ensino de Jiu-jitsu Brasileiro, firmei o meu próprio nome como uma marca de qualidade no meio, o Beto Nunes Brazilian Jiu Jitsu Team. Logo já estava atuando também em outras cidades vizinhas, como Ocala e Lake City, passando a firmar parcerias com as Academias que, por sua vez, passaram a representar o Beto Nunes Brazilian Jiu Jitsu Team, focando, particularmente, no Jiu-jitsu Kids.

    Professor Beto Nunes com crianças nos Estados Unidos
    Professor Beto Nunes (esq.), com o Professor Carlson Gracie Jr., no Exame de Faixa das crianças nos Estados Unidos na Academia De La Riva.

    Fight & Smart: Quais aprendizagens mais marcaram o seu trabalho com o ensino de BJJ nos EUA?

    Beto Nunes: Duas coisas foram fundamentais e guardarei para sempre comigo. Além dos nomes já citados, a riqueza que era conviver com o mestre Ricardo De La Riva, com o “príncipe” Carlson Gracie Junior e com o Mestre Luiz Palhares, Faixas-Pretas 7º Graus formados por Rolls e Rickson Gracie, com o Mestre Luiz Carlos Manimal, com o Mestre Crezio de Souza e muitos outros. Uma honra poder participar um pouco da história do Jiu-jitsu Brasileiro na America ao lado dessas pessoas. Outra situação que me marcou bastante foi, ao me tornar um profissional do Jiu-jitsu Brasileiro, poder criar e implementar meu próprio sistema de aula, principalmente para as crianças ao mesmo tempo em que eles me ensinavam cada vez mais a língua inglesa, com brincadeiras e um ambiente muito harmonioso.

    Fight & Smart: Conte sobre a sua experiência com BJJ nos Emirados Árabes Unidos, desde o treinamento das Forças Armadas até o ensino de BJJ as crianças das Escolas Públicas de Dubai. 

    Tudo estava indo bem nos EUA. Entretanto, o chamado de me tornar um profissional do Jiu-jitsu Brasileiro havia se aprofundado, e eu estava com o desafio de melhorar cada vez mais como um professor de crianças e adolescentes. Foi aí que surgiu a o convite para ir aos Emirados Árabes Unidos (EAU). Os EAU estavam fazendo um movimento duplo que me interessou demais. Primeiro, eles instituíram o Jiu-jitsu como atividade curricular nas escolas da Educação Básica. Segundo, eles estavam inovando o ensino e aprendizagem de Jiu-jitsu, com material estruturado para as aulas práticas e valorização dos instrutores (coaches). Assim, minha ida para Dubai foi inevitável

    Os desafios lá foram diferentes, aprendendo sobre uma cultura bem mais diferente daquele que havia vivenciado em Vera Cruz, com hábitos religiosos e sociais diferentes até o clima diferente, porém com uma coisa em comum: o Jiu-jitsu Brasileiro e seus valores do respeito mútuo, autoconfiança e disciplina. Uma outra diferença marcante também ocorreu em relação a cultura do Jiu-jitsu. Eu me refiro ao fato de que não havia “Time” ou “Equipe” de Jiu-jitsu. Ao contrário, todos os Professores, ou “Coaches”, faziam parte de um projeto maior de política pública para o país, algo que estamos prestes a começar no Brasil com o Projeto de Lei no Senado que aponta para a prática do Jiu-jitsu Brasileiro nas nossas escolas públicas.

    Fight & Smart: Quais aprendizagens mais marcaram o seu trabalho com o ensino de BJJ nos EAU?

    Como todo começo, as coisas eram difíceis. Em algumas aulas, tinha que acordar as 3h30 da manhã e dirigir 1h30 até o local de trabalho, em algumas Escolas Militares em cidades vizinhas de Dubai e Abu Dhabi. Nunca havia testado a minha dedicação com o ensino de Jiu-jitsu como nessa ocasião. Outra experiência marcante foi ter tido a oportunidade de ministrar uma aula de Jiu-jitsu para o Exército dos EAU ao lado do atleta de BJJ mais conhecido do país, o ídolo nacional, Faixa-Preta em Jiu-jitsu Brasileiro Faisal Al-Kitbe. Foi muito interessante e me fez voltar, na memória, ao início em Vera Cruz, pois eu “puxava” o treinamento em inglês e Faisal “puxava” em árabe (risos). Essa aula foi gravada pelo canal National Geographic Abu Dhabi e apresentada para todo o país. Teve também a experiência de participar, como Coach, da “Maior Aula de Jiu-jitsu Brasileiro para Crianças do Mundo”, quando entramos para o Guinness World Records com a aula de 25 de Novembro de 2015 (3640 crianças participaram da aula).

    Também tenho que falar sobre a gama de contatos e novos amigos que trabalharam ao meu lado, em especial a primeira turma que trabalhei, a galera da SAL, base militar mais rigorosa do Emirados Árabes. Nos tornamos amigos, com fortes laços, e também mantenho contanto com eles até hoje.

    Por fim, também tenho que mencionar os Campeonatos locais, o World Pro, Abu Dhabi Open, Dubai Open e vários outros em que eu arbitrava. Dessa vivência, surgiram convites para ministrar Seminários em academias na Europa e no Japão. Já pensou? Eu indo compartilhar minha experiência com o Jiu-jitsu Brasileiro no Japão, berço milenar da arte marcial que inspirou o Jiu-jItsu Gracie e o Jiu-jitsu Brasileiro como um todo? (emocionado)

    Fight & Smart: Toda esse acúmulo de experiência culminou na co-autoria do Programa Fight & Smart, voltado ao ensino de Jiu-jitsu Brasileiro as crianças brasileiras. Qual a sua expectativa com o Programa Fight & Smart? 

    Beto Nunes: Foram 3 anos trabalhando no Oriente Médio até que uma curva do destino me faz voltar ao Brasil. Em 2017, meu pai foi diagnosticado com câncer. Logo ao saber já desfiz meu contrato nos EAU e retornei para, junto aos meus irmãos e minha mãe, ajudar e dar força no tratamento. Hoje ele está bem e venceu essa! (suspira). Nesse interim, desenvolvi a ideia de criar um programa de ensino de Jiu-jitsu Brasileiro para crianças, que seria bilíngue, retomando a minha experiência com as escolas nos EUA e nos EAU. Ao compartilhar essa ideia com o educador Beto Cavallari, iniciamos o projeto em 2019 como um programa pedagógico com base em material didático, dentro dos parâmetros da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), que é a área do Beto Cavallari.

    Com isso, temos a expectativa de contribuir com o desenvolvimento pleno das crianças brasileiras, algo que ainda é muito caro as politicas públicas voltadas a Educação Integral. Acreditamos que o Jiu-jitsu Brasileiro tem muito a contribuir com essa formação integral, e estamos muito focados em fazer isso acontecer nas escolas e nas academias no Brasil.

  • Agressões, piadas e exclusão são principais atos de bullying no Brasil

    Agressões, piadas e exclusão são principais atos de bullying no Brasil

    Estudo mostrou a realidade do bullying entre crianças e adolescentes nas escolas brasileiras

    No Brasil, dados de pesquisa indicam que aproximadamente um em cada dez estudantes é vítima frequente de bullying nas escolas. Entre as principais ações de bullying contra crianças e adolescentes estão:

    • agressões físicas ou psicológicas,
    • alvo de piadas e boatos maldosos e
    • exclusão proposital pelos colegas, que não são chamados para festas ou reuniões.

    Essas conclusões fazem parte do terceiro volume do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2015, dedicado ao bem-estar dos estudantes.

    Em relação a frequência em que o bullying é praticado, o relatório aponta que:

    • 17,5% disseram sofrer alguma das formas de bullying “algumas vezes por mês”
    • 7,8% disseram ser excluídos pelos colegas
    • 9,3%, ser alvo de piadas
    • 4,1%, serem ameaçados
    • 3,2%, empurrados e agredidos fisicamente
    • Outros 5,3% disseram que os colegas frequentemente pegam e destroem as coisas deles
    • 7,9% são alvo de rumores maldosos.

    Com base nos relatos dos estudantes, 9% foram classificados no estudo como vítimas frequentes de bullying, ou seja, estão no topo do indicador de agressões e mais expostos a essa situação.

    Ainda de acordo com o relatório, essas crianças e adolescentes vítimas de bullying carregam também mais sintomas de:

    • depressão,
    • ansiedade,
    • baixa autoestima e
    • perda de interesse por qualquer atividade.

    bullying tem sérias consequências tanto para o agressor quanto para a vítima. Tanto aqueles que praticam o bullying quanto as vítimas são mais propensos a faltar às aulas, abandonar os estudos e ter piores desempenhos acadêmicos que aqueles que não têm relações conflituosas com os colegas”, afirma o estudo.


    Clique aqui e saiba mais sobre o exclusivo Programa Didático de Jiu-jitsu Brasileiro para crianças, baseado em 8 valores e comportamentos, defesa pessoal e anti-bullying


    Fonte: Agência Brasil

  • Cidade de Itaí investe em Centro de Artes Marciais

    Cidade de Itaí investe em Centro de Artes Marciais

    Prefeito entrega segundo Centro de Artes Marciais e vê nos esportes de luta um caminho para o desenvolvimento pleno das crianças

    Em 2019, o prefeito de Itaí, Thiago Michelin, inaugurou o segundo CEAMA na cidade (Centro de Artes Marciais de Itaí). Thiago esteve acompanhado dos vereadores Ronaldo dos Santos (Presidente da Câmara Municipal de Itaí), Dr. Rotelli, Antônio dos Santos (Mosquito), Sueli Idem, Luiz Bergamo (Nana) e Ana Lucia (Laka). De acordo com o prefeito,

    O esporte é fundamental para o desenvolvimento do nosso município. É de suma grandeza a expansão das artes marciais com abertura de mais um CEAMA localizado na Vila São Salvador que facilitará o acesso das crianças, dos jovens e adultos que residem nessa região de nossa cidade. A atividade esportiva além de ser bom para qualidade de vida das pessoas, evita que jovens tenham sua vida aliciada pelas vias do crime. Por isso só tenho agradecer e parabenizar o diretor de Esportes Bird e sua equipe pelo excelente trabalho e dedicação. Meu muito obrigado, fiquem com Deus.

    O idealizador do projeto Ceama II, juntamente com os professores Paulo Junior e Fábia Fernandes (Karatê) e Rodrigo Biazon (Muay Thay), é o diretor de Esportes Haroldo Hatzfeld Jr. (Bird). Na ocasião. Da mesma forma, ele afirmou que,

    O esporte é a ferramenta de inserção social mais eficaz no mundo, pois o resultado é imediato e as transformações são surpreendentes.

    O CEAMA II está situado na Rua Maximilia Nunes Parischi na Vila São Salvador. Por enquanto, o Centro oferece aulas gratuitas das modalidades Karatê, Judô, Muay Thay, Capoeira, Taekwondo e Boxe. Com efeito, as aulas estão disponíveis para toda a população, a partir dos seis anos de idade. 

    Como participar das atividades do Centro de Artes Marcias

    Assim, para se inscrever, os interessados devem se dirigir ao próprio local ou no Departamento Municipal de Esportes, Lazer e Recreação, localizado no Ginásio Municipal Absay de Almeida.

    Outras informações podem ser obtidas pelos telefones: 3761-3933 / 3761-9200 ou pelo e-mail esportes@itai.sp.gov.br.

    Fonte: Prefeitura Municipal de Itaí